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A psoríase é uma doença inflamatória, crônica e acomete de 1% a 3% da população mundial. Existem vários tipos da doença, sendo o mais comum,  a que ocorre em 80% a 90% dos casos, a psoríase em placas. As lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, ocorrendo com mais frequência nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo.

Psoríase: quais são os tipos mais comuns

 

Psoríase invertida:

Ocorre nas áreas unidas do corpo como axilas, embaixo dos seios e virilhas. Os sintomas são manchas vermelhas e inflamadas. Pessoas obesas tem os sintomas agravados devido ao excesso de sudorese.

Psoríase Gutata

É a forma mais comum em crianças e adultos com menos de 30 anos. São desencadeadas por pequenas infecções bacterianas, como uma dor de garganta, por exemplo. Os sintomas são pequenas feridas no formato de gota, coberta por uma fina escama. Aparece em braços, pernas, tronco e couro cabeludo.

Psoríase ungueal

Atinge as unhas das mãos e pés, fazendo com que apresente manchas amareladas, engrosse e escame. Muitas vezes a unha chega a esfarelar e a se descolar da carne.

Psoríase pustulosa

Forma mais rara da doença, costuma formar bolhas com pus poucas horas depois de aparecerem as manchas vermelhas. Em geral secam em poucos dias, podendo reaparecer durante semanas. Apresenta outros sintomas como febre, calafrios, fadiga e coceira.

Psoríase eritrodérmica

Caracterizada por placas vermelhas e generalizadas em pelo menos 75% da área corporal. É em geral desencadeada por uso ou retirada abrupta de medicamentos a base de corticoides, infecções, queimaduras graves ou outro tipo de psoríase mal tratada.

artrite psoriásica

Este tipo pode estar relacionado com qualquer outro de psoríase. Além dos outros sintomas, esta modalidade também apresenta dores nas articulações e rigidez progressiva.

Psoríase palmo-plantar

As lesões aparecem em forma de fissuras na palma da mão e planta dos pés.

Quais as causas da psoríase?

A causa  é desconhecida, mas sabe-se que o fator hereditário é fundamental para que ela se manifeste. Para que ela se desenvolva são necessários vários fatores atuando em conjunto. Mesmo para os que possuem predisposição genética, para que os sintomas se apresentem, é preciso que outros fatores desencadeantes estejam presentes.

Fatores Desencadeantes:

O estresse emocional é bastante comum e a acaba muitas vezes sendo confundida como uma doença puramente de fundo emocional. Combater a ansiedade e a superação do preconceito que muitas vezes a doença provoca pode ajudar no tratamento.

O trauma físico pode ser outro fator desencadeante. Locais que passaram por queimaduras ou até tatuagens podem apresentar os sintomas. A exposição solar ajuda na recuperação, mas em excesso piora as lesões. Alguns hábitos como ingestão de álcool e o tabagismo são agravantes e devem ser evitados.

Outras doenças:

Cerca de 30% dos pacientes tem acometimento articular, sendo o diagnóstico precoce essencial para evitar maiores complicações. A chance do paciente de psoríase apresentar outras doenças é grande. As mais comuns são hipertensão arterial, obesidade e diabetes. É importante que isso seja levado em consideração ao escolher o melhor tratamento.

Tratamentos da psoríase:

Existem diversos tipos de tratamento da psoríase e todos tem como objetivo diminuir a inflamação e formação das placas e normalizar a aparência da pele, pois a psoríase não tem cura.

Os três principais tipos de psoríase são tópico ( cremes e pomadas), sistêmico e fototerapia. A escolha do melhor tratamento irá depender do tipo de psoríase e o histórico de doenças do paciente. O médico que deve fazer essa escolha é o dermatologista.

Para os pacientes que apresentam uma forma mais leve de psoríase é possível tratar somente com medicamentos tópicos, como as pomadas a base de corticoides, complementando com o uso de hidratantes e exposição solar branda.

Nos casos graves, quando apenas o tratamento tópico não tenha efeito, necessita-se o uso do tratamento sistêmico, que são os de via oral, subcutâneo, intravenoso e intramuscular.

A fototerapia é um tratamento onde a pele é exposta a luz ultravioleta.

Convivendo com a doença

A seguir algumas dicas para que o paciente tenha uma convivência com a doenças mais tranquila:

  • Tenha uma alimentação saudável: a psoríase pode desencadear problemas de obesidade em alguns pacientes, além disso o sobrepeso pode agravar os sintomas, especialmente na psoríase invertida, pois o aumento de peso pode causar um aumento da sudorese em algumas partes do corpo mais úmidas, onde as manchas costumam aparecer
  • Evite o estresse: tenha uma rotina equilibrada, pratique ioga, meditação e exercícios. Identifique situações que causam estresse e tente evita-las. Caso a própria doença seja o motivo da ansiedade, tente conversar sobre o que sente ou procure ajuda profissional.
  • O que vestir: escolha roupas com tecidos macios e que facilitem a respiração da pele como o algodão para não causar atrito na pele. Tecidos mais ásperos como os de lã ou sintéticos podem causar irritação nas placas.
  • Hidratação: é recomendado que pacientes com psoríase façam uso de hidratantes com prescrição médica. O uso pode ser feito várias vezes ao dia nas áres onde estão as lesões.
  • Não esfolie a pele: o paciente de psoríase não deve esfoliar a pele. O uso de esfoliantes podem causar rompimento da pele, levando a novas crises.
  • Tome sol: a exposição solar em horários adequados e por alguns minutos pode ajudar a reduzir as placas avermelhadas e a inflamação da pele. Converse com seu dermatologista sobre o uso de protetor solar.

Esperamos que agora você tenha compreendido mais a fundo esta doença que, como puderam ver, não é tão simples de se diagnosticar e tratar. Caso tenha sobrado alguma dúvida, agende uma consulta com o Dr André para que ele possa avaliar seu caso.